Fundada em 1880, a Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense (SIMECQ) construiu uma identidade que vai além do desporto. Inicialmente designada “Solidó”, a coletividade nasceu da iniciativa de operários fabris que procuravam, após o trabalho, um espaço de convívio e expressão cultural. Assim, a SIMECQ assumiu desde cedo um papel central na criação de laços e sentido de pertença na comunidade.
Ao longo do seu percurso, a coletividade foi-se consolidando, sendo hoje a quarta mais antiga do país. Entre os marcos mais relevantes, destacam-se a criação da sua banda e de uma escola primária, que marcou gerações inteiras. Numa fase mais recente, evidencia-se a construção do atual pavilhão, inaugurado em 1997, fruto do esforço conjunto da autarquia de Oeiras e dos sócios. No plano desportivo e cultural, o trajeto é igualmente expressivo, com títulos nacionais, conquistas internacionais e uma forte tradição teatral. Apesar da sua dimensão local, o impacto mantém-se profundo e duradouro, sustentado por uma forte continuidade geracional, com famílias inteiras ligadas à coletividade.
É neste contexto que se insere o percurso de Júlia Gonçalves, atual presidente da SIMECQ. A sua proximidade à coletividade surgiu por influência da família paterna da filha mais nova, fortemente ligada à história da coletividade. Começou por ser “apenas” sócia, mas ao longo do tempo a sua presença no clube tornou-se mais regular e próxima. Sempre com uma postura ativa, foi colaborando ao longo dos anos com os treinadores e com a dinâmica da casa, ainda que sem assumir funções formais. À medida que acompanhava de perto a realidade do clube, foi também ganhando consciência dos desafios enfrentados, nomeadamente a perda de alguma dinâmica e do espírito que sempre caracterizou a identidade simequiana – não por falta de vontade, mas pelo desgaste natural e pela exigência de manter um projeto assente, em grande medida, no voluntariado e em apoios nem sempre garantidos.
O Correio da Linha (CL) – Como surgiu a oportunidade de avançar para a presidência da SIMECQ?
Júlia Gonçalves (JG) –A certa altura, entrou um novo coordenador, fui dar-lhe as boas-vindas, como fazia habitualmente, e disse-lhe que podia contar comigo para o que fosse preciso. Foi então que, de forma inesperada, me respondeu que precisava de uma direção. Na altura, rejeitei, pois parecia-me um compromisso demasiado exigente. No entanto, a situação acabou por evoluir. Comecei a interessar-me mais de perto pela realidade do clube, pedi acesso a relatórios e contas, e dei por mim, a certa altura, a analisar tudo ao detalhe, até de madrugada. Foi aí que percebi que já estava completamente comprometida.
O plano era avançar com uma candidatura em maio de 2025, mas a direção em funções acabou por se demitir antes do previsto, o que antecipou o processo. Formei uma lista composta por um grupo de pessoas motivadas e com vontade de revitalizar o clube. As eleições realizaram-se em outubro de 2024, e em novembro tomámos posse. Apesar de ter havido apenas uma lista, a participação dos sócios foi mais expressiva do que o habitual, um sinal de confiança por parte da comunidade.
CL – Após um ano de presidência, que mudanças foram introduzidas?
JG – Retomámos iniciativas marcantes, como a Gala da SIMECQ, com o destaque e dignidade que merece, onde homenageámos os sócios com 25, 50 e 75 anos de ligação ao clube, bem como os atletas que alcançaram feitos relevantes: desde presenças em seleções regionais e nacionais até títulos distritais e nacionais. Estes feitos demonstram a qualidade e a dedicação que existem dentro de um clube que, sendo de bairro, continua a afirmar-se competitivamente, inclusive frente a grandes nomes.
Recuperámos também tradições que faziam parte da vivência coletiva, como os Santos Populares, os torneios de sueca para sócios e o emblemático evento das “24 horas” de basquetebol, que mobiliza o clube de forma contínua e intensa.
Introduzimos ainda uma componente mais cultural e de convívio, com espetáculos de stand-up comedy, atuações da nossa banda e momentos musicais ao vivo durante os jogos, algo que já não acontecia há bastante tempo.
Além disso, procurámos inovar e responder às necessidades atuais: abrimos uma loja do clube e criámos uma sala de estudo, pensada para apoiar os nossos jovens nas suas responsabilidades académicas. Hoje sente-se uma energia diferente, uma dinâmica mais viva e participativa.

FORMAÇÃO, VALORES E IDENTIDADE DESPORTIVA
CL – O que distingue o vosso projeto de basquetebol em relação a outros clubes?
JG – Aquilo que verdadeiramente nos distingue são os nossos valores. A SIMECQ assume-se como uma escola de formação humana, onde o objetivo não é apenas formar bons atletas, mas, antes de mais, boas pessoas. Acreditamos que estas duas dimensões são inseparáveis: o desempenho desportivo deve caminhar lado a lado com princípios como o respeito, a responsabilidade, a entreajuda e o espírito de equipa. E procuramos transmitir isto também às famílias e aos adeptos. Queremos que todos compreendam que o desporto deve ser um espaço de crescimento, respeito e formação, e não apenas de competição.
CL – Distinguem-se também por contarem com uma equipa feminina…
JG – Várias…o nosso projeto evidencia-se pela abrangência e continuidade que conseguimos oferecer. Acompanhamos os atletas desde os babies até aos veteranos, garantindo um percurso completo dentro do clube. Numa fase inicial, até aos mini-10, as equipas são mistas. A partir daí, fazemos a divisão por género, procurando assegurar uma equipa feminina e uma masculina em cada escalão. Assim, temos ambas as formações nos sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18 (nos dois últimos escalões, com duas equipas masculinas e uma feminina); nos sub-21 apenas temos uma equipa masculina e nos sub-22 uma equipa feminina; nos seniores, assim como nos veteranos, contamos novamente com uma equipa de cada género.
É de referir que o basquetebol feminino tem sido particularmente bem-sucedido nos últimos anos, acumulando um palmarés significativo.
CL – Como avalia o desempenho atual das equipas seniores, tanto no masculino como no feminino?
JG – No que diz respeito às equipas seniores, o contexto competitivo é bastante exigente. A nossa equipa sénior feminina compete na 1.ª Divisão do Campeonato Nacional (CN1) e encontra-se, neste momento, a lutar pela manutenção. É um desafio significativo, sobretudo porque muitos dos clubes com quem competimos dispõem de maiores recursos, incluindo atletas estrangeiras e estruturas financeiras mais robustas. Ainda assim, conseguimos manter-nos competitivos, o que demonstra a qualidade do trabalho desenvolvido.
Já a equipa sénior masculina compete na 2.ª Divisão Nacional (CN2), onde também enfrenta um campeonato exigente, mas onde tem vindo a consolidar o seu percurso de forma consistente.
CL – Que resultados tem a SIMECQ alcançado ao nível da formação de atletas?
JG – Ao longo dos anos, temos sido responsáveis pela formação de inúmeros atletas que atingiram patamares elevados, incluindo seleções nacionais. Atualmente, contamos com exemplos concretos dessa realidade, como a Carolina Rodrigues na seleção nacional de seniores, bem como jovens que participaram em competições internacionais de alto nível, como o Campeonato do Mundo de sub-19.
Destacam-se também casos como os de Marta Vieira, Denise Neves, Rita Gomes e Luana Luz, que se encontram a estudar e a competir nos Estados Unidos. Também Marta Andorinho, formada na SIMECQ, passou pelos EUA e regressou para competir ao mais alto nível em Portugal, ao serviço do Esgueira. Todos os anos conseguimos colocar atletas em universidades norte-americanas — a próxima promessa é Alice Santos — onde conciliam o percurso académico com o desporto de alto rendimento, nomeadamente na Divisão 1, um contexto extremamente competitivo. Este reconhecimento internacional reflete a qualidade do trabalho que desenvolvemos.
CL – E no setor masculino, como tem sido esse percurso formativo?
JG – Neste caso o percurso apresenta algumas particularidades, sobretudo nos escalões mais jovens, onde existe maior rotatividade de atletas, muitas vezes influenciada pela procura de clubes com melhores resultados competitivos em determinados momentos. Essa dinâmica torna o processo de formação mais exigente. Ainda assim, temos vindo a consolidar um grupo muito promissor que está agora a atingir os sub-18. Trata-se de uma geração que já demonstrou qualidade, com presenças em fases finais distritais, como as Final Four, um feito bastante relevante, sobretudo tendo em conta a forte concorrência na região de Lisboa, onde existem dezenas de clubes em competição.

MUITO PARA ALÉM DO DESPORTO
CL – Para além da vertente técnica, que iniciativas complementares oferecem aos atletas?
JG – Para nós, a formação de um atleta não se esgota no treino ou na competição, pelo que oferecemos um conjunto de apoios e atividades paralelas que contribuem para o desenvolvimento global dos nossos jovens. Disponibilizamos, por exemplo, acompanhamento nutricional gratuito ou a custos muito reduzidos, uma sala de estudo aberta a quem precisa de apoio académico, serviços de fisioterapia e, algo a que damos particular importância, acompanhamento ao nível da saúde mental dos atletas.
Além disso, promovemos regularmente iniciativas formativas e momentos de partilha que, embora não sejam obrigatórios, incentivamos fortemente à participação. Um exemplo recente foi uma sessão com a Autoridade Antidopagem, que superou todas as expectativas: o Salão Nobre encheu-se, com mais de uma centena de participantes entre atletas, pais e treinadores, e destacou-se pelo nível de envolvimento e pelas inúmeras questões colocadas.
CL – Com que patrocínios e apoio institucional contam?
JG – Ao nível dos patrocinadores, a realidade é desafiante, mas contamos com contributos importantes, como os da Dhika – responsável pelos equipamentos dos nossos atletas – da GlowClean e da UNU Dream, bem como com a colaboração dos parceiros que exploram o Bar SIMECQ.
No plano institucional, a Câmara Municipal de Oeiras assume um papel fundamental, reconhecendo o trabalho desenvolvido e garantindo um apoio financeiro relevante, ainda que insuficiente para todas as necessidades.
Já a relação com a União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada-Dafundo tem sido bastante positiva. Trata-se de um apoio sobretudo logístico, mas ainda assim muito relevante. Sempre que solicitamos colaboração para atividades concretas, sentimos abertura e vontade de ajudar. É de notar que existe uma relação de reciprocidade. O clube disponibiliza os seus espaços para iniciativas da Junta, como aconteceu recentemente com uma noite de fados realizada no nosso Salão Nobre em homenagem a João Coelho, reforçando esta ligação de proximidade institucional.
CL – Que outras atividades desportivas desenvolvem?
JG – Procuramos manter uma oferta diversificada que responda a diferentes interesses e faixas etárias. Um dos exemplos mais interessantes é o atletismo lúdico, que funciona de forma aberta: não há escola formal nem mensalidades obrigatórias. Qualquer pessoa pode juntar-se e correr com o grupo, beneficiando da experiência dos atletas mais experientes. Esta modalidade renasceu graças à iniciativa de um grupo de sócios apaixonados pela corrida, que quiseram voltar a representar o clube. Este núcleo tem vindo a crescer de forma consistente, com cada vez mais participantes. Ao longo do ano, o grupo escolhe provas emblemáticas em que quer participar, como as São Silvestres da Amadora e de Lisboa, e até algumas corridas internacionais, sempre numa lógica de participação voluntária e espírito de grupo.
Para além disso, contamos com outras modalidades, como o aikido, o fitness e, mais recentemente, o pilates, que tem tido uma adesão muito positiva. Procuramos também inovar nas experiências proporcionadas: por exemplo, realizámos uma aula de pilates acompanhada por música ao vivo, com um pianista, criando um ambiente diferenciador.

CL – Contam também com uma oferta cultural e de lazer…
JG – Sim, temos, por exemplo, o Atelier das Artes, um espaço muito especial dinamizado pela Dona Francisca, de 85 anos, onde se desenvolvem atividades como cerâmica, pintura e bordado, num ambiente de partilha e criatividade. Aliás, uma das mudanças que introduzimos recentemente foi precisamente valorizar este trabalho interno: muitos dos troféus e distinções atribuídos pelo clube passaram a ser produzidos no próprio atelier, o que lhes confere um significado ainda mais especial e identitário.
Temos também uma escola de música que vai além da prática instrumental, com uma base sólida de formação musical. Atualmente, disponibilizamos ensino de instrumentos como clarinete, saxofone, percussão, piano, violino e oboé, incentivando os alunos, à medida que evoluem, a integrar a banda do clube, que conta com cerca de 20 elementos e realiza atuações dentro e fora das nossas instalações.
CL – Existem novos projetos nessa área?
JG – Sim, neste momento estamos a preparar a introdução de aulas de dança, nomeadamente danças de salão e do mundo, com especial enfoque na população sénior. O objetivo passa por promover o convívio, o bem-estar e a atividade física, nesta faixa etária.
CL – De que forma promovem o envolvimento da comunidade e das famílias no dia a dia d coletividade?
JG – Uma das formas mais marcantes é a organização de campanhas solidárias. Promovemos uma recolha de bens essenciais para apoiar as vítimas das várias tempestades que assolaram o país, em parceria com várias entidades locais, incluindo bombeiros e associações culturais. A resposta da comunidade foi extremamente positiva, demonstrando um forte espírito de entreajuda. É também comum promovermos recolhas de bens para instituições de apoio, por exemplo, mais recentemente a Casa Laurinda, que acolhe pessoas com deficiência.
Para além da vertente solidária, promovemos também eventos abertos ao público, como espetáculos de stand-up comedy ou noites de fados.
Trabalhamos em articulação com entidades locais, como a União de freguesias, e utilizamos diferentes canais – desde meios digitais a cartazes físicos espalhados pela freguesia — para divulgar as nossas atividades e incentivar a participação. O nosso objetivo é que a SIMECQ seja um espaço vivo, aberto e participativo.

DESAFIOS E AMBIÇÕES
CL – Quais são os principais desafios que o clube enfrenta?
JG – O maior desafio que enfrentamos, e que julgo ser comum à maioria das coletividades, é sem dúvida o financeiro. Gerir um clube com esta dimensão, diversidade de atividades e impacto comunitário exige recursos constantes, e nem sempre é fácil garantir a sustentabilidade necessária.Ainda assim, procuramos gerir com rigor e transparência, fazendo o melhor possível com aquilo que temos.
CL – E ao nível das infraestruturas, que dificuldades têm condicionado o desenvolvimento da SIMECQ?
JG – O espaço físico existente, apesar de ter sido bem construído à época, não foi pensado para as exigências atuais nem para uma utilização plenamente funcional e inclusiva. Há muitas zonas com escadas e acessos difíceis, o que compromete não só o conforto, mas também a segurança e a acessibilidade.
Uma das maiores preocupações prende-se com a inclusão. Neste momento, é impossível acolher modalidades como o desporto adaptado, por exemplo, basquetebol em cadeira de rodas, devido às limitações de acesso. Mesmo para quem apenas quer assistir a um jogo, como familiares com mobilidade reduzida, a experiência pode ser bastante complicada.
Temos um elevador, que só funcionou um mês e que esteve muitos anos inativo, que poderia ajudar a colmatar parte destas dificuldades. Recentemente, com o acompanhamento técnico dos agentes da autarquia, foi autorizado um financiamento para uma grande manutenção e limpeza do mesmo para voltar a funcionar. Ainda assim, ele não chega até ao campo, nem até às bancadas. A única possibilidade de uma pessoa com dificuldade locomotora assistir a um jogo é vir no elevador até um varandim que temos…e isto se o árbitro autorizar porque aquilo não é considerado bancada.
No fundo, sentimos que o espaço, tal como está, já não acompanha as ambições e necessidades atuais do clube, sendo este um dos grandes desafios a ultrapassar no futuro.

CL – Que estratégias têm sido adotadas para a captação de novos atletas?
JG – A captação de atletas assenta, sobretudo, no trabalho desenvolvido nos escalões de formação, com particular destaque para o minibásquete. É aí que está a base de todo o projeto, porque acreditamos que é fundamental criar raízes sólidas que permitam acompanhar o crescimento dos atletas ao longo dos anos.
Participamos regularmente em iniciativas promovidas por entidades locais, mas também desenvolvemos atividades próprias que ajudam a dar visibilidade ao clube e a atrair novos praticantes. Mais do que a captação em massa, procuramos acompanhar cada atleta de forma individualizada, respeitando o seu percurso e as suas motivações. Nesse sentido, contamos com o Ricardo Moreno, um treinador experiente e com sensibilidade para identificar o potencial de cada atleta, assegurando um acompanhamento ajustado às necessidades de cada atleta.
CL – E no que diz respeito à retenção de atletas, quais são os principais desafios?
JG – Procuramos cultivar um ambiente familiar, onde todos se conhecem, se apoiam e criam ligações que vão além do desporto. Esse sentimento de comunidade é, muitas vezes, o que faz com que os jovens se mantenham ligados ao clube durante vários anos.
Ainda assim, existem desafios inevitáveis. À medida que crescem, muitos atletas acabam por se afastar, seja por motivos académicos, por novas prioridades pessoais ou simplesmente por desgaste após anos de prática. É um percurso natural.
Um dos aspetos mais exigentes prende-se com a dificuldade em conciliar a prática desportiva com as exigências escolares. Mesmo existindo estruturas como a Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola, que procuram apoiar estes alunos, a realidade é que nem sempre há uma compreensão plena por parte de todos os intervenientes do sistema educativo. Os horários são exigentes, os treinos prolongam-se até tarde, e o equilíbrio entre estudo e desporto torna-se difícil de gerir.No fundo, o maior desafio é garantir que os jovens conseguem continuar a fazer aquilo de que gostam, sem comprometer o seu futuro.
CL – Qual é o grande sonho que gostaria de concretizar para a SIMECQ?
JG – É difícil escolher apenas um, porque quando se vive o clube desta forma, os sonhos acabam por ser muitos. No plano desportivo, gostaria muito de ver a equipa masculina alcançar a 1.ª Divisão e, sobretudo, de ver as seniores femininas chegarem finalmente à Liga, um objetivo antigo, muito ambicionado, ainda que saibamos bem o nível de exigência e os custos que isso implica.
Gostava também de ver o clube crescer na sua dimensão inclusiva, com condições para acolher verdadeiramente todos: desde pessoas com deficiência a uma população mais idosa, numa perspetiva de desporto e atividade para todas as idades e realidades.
O maior sonho é que a SIMECQ tenha instalações e meios à altura daquilo que representa e daquilo que pode vir a ser. Um espaço mais preparado, mais acessível e mais amplo permitir-nos-ia fazer muito mais, chegar a mais pessoas e reforçar ainda mais o papel da coletividade na comunidade.
NOTA: Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico























