Da pista de atletismo aos palcos da dança, do Big Brother ao título de Miss Portuguesa, Yennifer Campos tem construído um percurso marcado pela coragem de abraçar novos desafios. Personal trainer, bailarina, instrutora de Zumba e empreendedora, acredita que o exercício físico vai muito além da estética: é uma ferramenta para promover autoestima, confiança e bem-estar. E entrevista ao Correio da Linha, fala do seu percurso, da filosofia que orienta o projeto Say Yes by Yennifer Campos, da iniciativa comunitária que desenvolve em parceria com a Junta de Freguesia de Porto Salvo e dos desafios que continua a traçar para o futuro.
O Correio da Linha (CL) – Como é que se define?
Yeniffer Campos (YC) – Defino-me como uma pessoa cheia de energia, alguém que gosta de transmitir alegria e boa disposição a quem a rodeia. Desde sempre que essa tem sido uma das minhas maiores características e, de certa forma, também aquilo que procuro levar para tudo o que faço. A área profissional que escolhi permite-me precisamente ajudar as pessoas a sentirem-se melhor consigo próprias, e isso identifica-me muito. Sou uma pessoa explosiva no melhor sentido da palavra, motivadora, inspiradora e acredito que a energia positiva tem o poder de transformar o dia de alguém. É essa energia que procuro partilhar, tanto na minha vida pessoal como profissional.
CL – O atletismo fez parte da sua vida desde muito cedo. Que importância teve esse percurso na pessoa e na profissional que é hoje?
YC – Comecei a praticar atletismo aos sete anos, nos Leões de Porto Salvo, e esse foi um dos períodos mais marcantes da minha vida. Mais tarde representei o JOMA, onde tive a oportunidade de treinar com o professor Uva e ao lado da Patrícia Mamona. Foram anos de muita aprendizagem e crescimento.
Ser atleta exige uma enorme dedicação. As pessoas veem a competição e os resultados, mas raramente imaginam todo o trabalho, o esforço e os sacrifícios que existem por trás. Foi o atletismo que me ensinou valores como a disciplina, a resiliência e a importância de definir objetivos e trabalhar todos os dias para os alcançar.
Essa forma de estar acompanha-me até hoje, tanto na minha vida pessoal como profissional. Sempre que surge um obstáculo, procuro concentrar-me nas soluções e não nos problemas, e é exatamente essa mensagem que tento transmitir às pessoas com quem trabalho. Quero ajudá-las a sentirem-se melhor consigo próprias, através do exercício físico, da dança ou de qualquer atividade que lhes traga bem-estar. Vivemos numa sociedade com muita pressão, onde parece que tudo tem de ser perfeito. Acredito que é fundamental encontrar um espaço para desligar da rotina, libertar o stress e sermos nós próprios. Para mim, a dança representa essa liberdade, mas não tem de ser a dança. O mais importante é que cada pessoa descubra uma atividade que a faça feliz, que lhe permita cuidar de si e ter equilíbrio no dia a dia.

DO ATLETISMO À TELEVISÃO
CL – Participou no Big Brother em 2021. Como surgiu essa oportunidade e o que a levou a aceitar o desafio?
YC – Sempre gostei de desafios. Sou uma pessoa competitiva por natureza e gosto de sair da minha zona de conforto. Isto deu-se na altura da pandemia e lembro-me de estar num momento menos positivo quando, de repente, apareceu no meu telemóvel um anúncio a dizer: “Inscreve-te no Big Brother”. Pensei: “Porque não?”. Comecei a preencher o questionário, fui passando as várias fases de casting e, sinceramente, nem queria acreditar quando soube que tinha sido escolhida…,mas aceitei o desafio de braços abertos.
CL – Que portas se abriram após a participação no programa?
YC – A participação no programa trouxe-me uma enorme visibilidade e permitiu que as pessoas conhecessem uma faceta diferente da Yeniffer. Até então, muitos identificavam-me sobretudo como bailarina, por trabalhar com o Emanuel e com outros artistas, e por marcar presença regular em programas de televisão.
O Big Brother deu-me a oportunidade de mostrar quem eu era também enquanto personal trainer, uma área pela qual sou profundamente apaixonada. Sempre gostei de incentivar, sobretudo as mulheres, a cuidarem de si, a reservarem tempo para o seu bem-estar e a perceberem que a saúde e o exercício físico também devem ser uma prioridade. Muitas vezes, entre o trabalho, os filhos e as responsabilidades do dia a dia, acabam por se colocar em último lugar, e essa é uma mensagem que gosto de contrariar.
Foi muito gratificante poder dar visibilidade ao papel da mulher no treino e no exercício físico, uma realidade que durante muito tempo esteve mais associada aos homens, embora felizmente isso esteja a mudar.
Graças à exposição do programa, consegui chegar a muito mais pessoas, trabalhar com novos clientes e desenvolver projetos em diferentes áreas, desde o fitness à dança e à zumba. Também dentro do meio artístico surgiram novas oportunidades. Sem dúvida que o Big Brother abriu muitas portas e representou um momento muito importante no meu percurso profissional.

CL – Antes de entrar no Big Brother, qual era o seu percurso profissional?
YC – O desporto e a dança sempre fizeram parte da minha vida. Como referi comecei a praticar desporto muito cedo e ao longo dos anos desenvolvi também uma grande paixão pela dança. Durante muito tempo dancei por puro prazer, integrando, por exemplo, o grupo cabo-verdiano Xabura. Na altura não recebia qualquer remuneração; fazia-o simplesmente porque adorava subir a um palco e dançar.
Quando chegou a altura de escolher o meu percurso académico, cheguei a ponderar ingressar na Escola Superior de Dança. No entanto, depois de analisar as oportunidades e de pensar no futuro, optei por seguir a licenciatura em Desporto.
Enquanto frequentava a faculdade, comecei a dar os primeiros passos no mundo profissional. Iniciei o meu percurso como instrutora no Holmes Place da Quinta da Fonte e, ao mesmo tempo, continuei a trabalhar como bailarina, colaborando com o Emanuel e com outros artistas. Aos poucos, foram surgindo oportunidades porque as pessoas começaram a confiar no meu trabalho, na minha dedicação e na minha forma de estar. Era muito nova, mas fui conquistando a confiança de quem trabalhava comigo e isso permitiu-me crescer profissionalmente.
Ainda antes de participar no Big Brother, já conciliava estas duas grandes paixões: a dança e o exercício físico. Curiosamente, tudo acabou por fazer sentido. Aquilo que, em tempos, parecia serem dois caminhos diferentes acabou por se complementar e transformar-se na carreira que tenho hoje, unindo a dança, o desporto e a promoção do bem-estar das pessoas.
CL – Em 2023 conquistou o título de Miss Portuguesa. O que a motivou a candidatar-se?
YC – A decisão acabou por ter uma forte influência das minhas origens. A minha mãe é venezuelana e, na Venezuela, os concursos de beleza são vividos com uma enorme paixão. Costumo dizer que, para eles, as Misses são quase como o futebol é para nós. É algo muito valorizado e faz parte da cultura do país.
Esse sonho sempre esteve presente na minha vida. Aos 23 anos cheguei a ser selecionada para participar no concurso, mas, nessa altura, já tinha assumido compromissos profissionais dos quais não podia abdicar e acabei por desistir. O sonho ficou em suspenso. Entretanto, os anos passaram, surgiram novos projetos e nunca apareceu o momento certo. Na altura, existia ainda um limite de idade para concorrer. Quando, em 2023, essa regra foi alterada, percebi que tinha chegado a minha oportunidade. Tinha 33 anos e pensei que era o momento ideal para mostrar que um número não define ninguém nem limita os seus sonhos.
CL – O que representou para si esta conquista?
YC – Mais do que conquistar uma coroa, o meu objetivo era transmitir uma mensagem. Queria mostrar que não existe uma mulher perfeita, que cada pessoa tem a sua essência, a sua beleza e o seu percurso. Não é um conjunto de medidas ou a idade que define o valor de alguém.
Ao longo da minha vida tenho procurado inspirar, sobretudo as mulheres, a acreditarem mais em si próprias, a valorizarem-se e a não se anularem por causa das circunstâncias ou das relações que vivem. Essa foi a missão com que entrei no concurso.
Esta experiência foi também mais um desafio que me obrigou a sair da minha zona de conforto. Apesar de gostar de palco, continuo a sentir nervosismo sempre que subo a um. Cada palco é diferente, cada momento é único e nunca sabemos exatamente o que vai acontecer. Mas acredito que é precisamente aí que acontece o crescimento. Sempre vivi dessa forma: com medo, muitas vezes, mas com coragem para avançar na mesma, dar o meu melhor e confiar que vale a pena arriscar.

MUITO MAIS DO QUE EXERCÍCIO FÍSICO
CL – Criou o seu projeto, Say Yes by Yeniffer Campos. Como nasceu esta ideia?
YC – O projeto começou a ganhar forma em 2020, durante a pandemia. Foi um período em que todos fomos obrigados a parar, a refletir e a pensar no futuro. Logo nessa altura surgiu o nome da marca. Sou uma pessoa muito positiva e dou por mim a dizer muitas vezes “sim”. O “sim” tem uma energia completamente diferente do “não”. É uma palavra que transmite abertura, confiança e vontade de experimentar. Costumo brincar com as pessoas e perguntar: “Sim ou sim?”. E foi daí que nasceu o conceito do Say Yes by Yeniffer Campos: dizer sim à vida, dizer sim aos desafios e, acima de tudo, dizer sim a nós próprios.
CL – O que distingue o Say Yes by Yeniffer Campos de outros projetos ligados ao exercício físico?
YC – O meu objetivo não é trabalhar apenas o exercício físico. Quero que as pessoas se sintam bem por dentro e por fora. Quando uma pessoa se sente bem consigo própria, isso acaba por refletir-se em tudo o resto. O desporto é uma ferramenta com um impacto enorme no nosso bem-estar, na nossa energia, mas a autoestima e a confiança são igualmente importantes. Apesar de passar grande parte da semana de fato de treino, sempre gostei de me sentir cuidada. Gosto de uma maquilhagem discreta, de escolher uma roupa que me faça sentir bem e acredito que isso também faz parte do bem-estar. Tento transmitir essa ideia às pessoas com quem trabalho: que não tenham receio de vestir aquilo de que gostam, de combinar um conjunto que as faça sentir bonitas ou simplesmente de se olharem ao espelho com mais confiança. Faço muitas vezes pequenos desafios nas aulas, sempre de forma descontraída. Há dias em que digo: “Na próxima aula quero ver toda a gente de calções.” Noutras vezes desafio-as a usar um batom ou a soltar o cabelo. São gestos simples, mas que ajudam muitas pessoas a ganhar confiança e a sair, pouco a pouco, da sua zona de conforto. Sei que mudar hábitos não é fácil. O nosso corpo procura sempre a zona de conforto e dar o primeiro passo é, muitas vezes, a parte mais difícil. Mas acredito que as grandes mudanças acontecem através de pequenas escolhas consistentes. Aos poucos, vamos criando uma nova rotina e, quando damos por isso, sentimo-nos mais fortes, com mais energia, mais confiança e mais qualidade de vida.
CL – O que sente quando percebe que esse trabalho está realmente a transformar a vida das pessoas?
YC – É, sem dúvida, a parte mais gratificante de tudo isto. Nunca procuro obrigar ninguém a ser diferente. Cada pessoa tem a sua personalidade, o seu ritmo e a sua forma de estar. O meu papel é apenas ajudá-la a descobrir a melhor versão de si própria.
Muitas vezes crescemos a ouvir que não somos capazes, que não podemos fazer determinadas coisas ou que devemos esconder-nos. Essas mensagens acabam por nos acompanhar durante muitos anos e condicionam a forma como nos vemos. Por isso, quando vejo alguém ganhar confiança, sorrir mais ou sentir-se confortável consigo próprio, percebo que todo o trabalho vale a pena.
Há algum tempo, uma aluna apareceu pela primeira vez numa aula de calções e top. Fiz-lhe uma verdadeira festa. Não era por causa da roupa, mas porque aquilo representava uma conquista. É isso que me faz feliz. Ver pessoas que continuam a ser elas mesmas, mas com uma atitude diferente, mais confiança, mais alegria e mais brilho no olhar.

O BEM-ESTAR AO SERVIÇO DA COMUNIDADE
CL -Tem também um projeto em parceria com a Junta de Freguesia de Porto Salvo. Em que consiste?
YC – Quando a Junta de Freguesia aprovou esta iniciativa, concretizou-se um desejo que já tinha há algum tempo: trabalhar mais de perto com a comunidade.
Mais do que promover o exercício físico, este projeto tem um propósito muito importante: combater a solidão, incentivar cada vez mais pessoas a mexerem-se, a conviverem e a cuidarem da sua saúde física e do seu bem-estar emocional. Como as aulas decorrem durante a manhã, acabam por reunir sobretudo pessoas já reformadas, proporcionando-lhes um motivo para sair de casa, conviver e manter-se ativas. Queremos criar momentos de partilha, incentivar a prática de atividade física e oferecer um espaço onde todos se sintam bem-vindos, possam conversar, sorrir e sentir-se acompanhados. Acredito que, muitas vezes, um abraço, um sorriso ou simplesmente uma hora bem passada podem fazer toda a diferença no dia de alguém. As aulas são totalmente gratuitas.
CL – Como funcionam estas aulas e o que podem esperar as pessoas que participam?
YC – As aulas decorrem uma vez por semanas sempre em diferentes locais da freguesia. Procuro criar sessões muito completas, trabalhando o corpo de forma global, da cabeça aos pés. O objetivo é desenvolver força, mobilidade, equilíbrio, coordenação e consciência corporal, sempre através de exercícios simples e adaptados ao dia a dia.
Gosto de trabalhar movimentos que fazem parte da nossa rotina, como caminhar, agachar, empurrar ou levantar, porque isso que ajuda as pessoas a manterem a sua autonomia e qualidade de vida. Ao mesmo tempo, introduzo momentos mais descontraídos e divertidos para que o exercício seja vivido com prazer e não como uma obrigação.
CL – São aulas apenas direcionadas à população sénior?
YC – Embora a maioria dos participantes seja composta por pessoas já reformadas, qualquer pessoa pode participar. Tenho, por exemplo, alunos na casa dos 20 e dos 30 anos que treinam ao lado de participantes com mais de 80 anos. O mais interessante é adaptar os exercícios às capacidades de cada um. Todos fazem a mesma aula, mas cada pessoa executa os movimentos de acordo com a sua condição física e eventuais limitações. É esse desafio que mais gosto na minha profissão: encontrar sempre uma solução para que todos possam participar em segurança e desfrutar da experiência.
CL – Neste momento o projeto está parado para férias, mas balanço faz dos seus primeiros meses?
YC – Desde o início senti uma excelente adesão e, acima de tudo, tenho visto uma evolução muito bonita nos participantes. É gratificante perceber que pessoas que, no início, tinham dificuldade em realizar determinados movimentos, hoje já os executam com confiança. Muitas levam até pequenos exercícios para fazer em casa e perguntam-me se podem continuar a praticá-los entre as aulas. Isso mostra que começam a ganhar consciência corporal e a integrar hábitos mais ativos no seu dia a dia.
Mais do que os resultados físicos, gosto de ver a mudança na atitude. As pessoas chegam mais descontraídas, convivem, criam amizades e saem das aulas com outra energia.
CL – Onde decorreram as aulas e quando regressam depois da pausa de verão?
YC – Nesta fase inicial quisemos testar diferentes locais da freguesia para perceber onde existia maior adesão e quais os espaços com melhores acessos. As aulas decorreram no Centro Cultural de Vila Fria, na Sociedade de Porto Salvo, no Centro Paroquial de Porto Salvo e na Laje.
Quando regressarmos, em setembro ou outubro, o objetivo é apresentar uma organização ainda mais estruturada. Queremos definir um horário fixo, evitar sobreposições com outras atividades da freguesia e facilitar a comunicação com os participantes – através da criação de um grupo de whatsapp – para que o projeto continue a crescer.

NOVOS DESAFIOS NO HORIZONTE
CL – Quais são os seus objetivos para o futuro?
YC – Neste momento estou focada no crescimento da Say Yes by Yeniffer Campos. Recentemente lancei a minha loja online e a primeira coleção de t-shirts, um projeto muito especial porque reflete exatamente a mensagem que procuro transmitir. Sou uma pessoa muito criativa e gosto de incentivar cada um a assumir a sua autenticidade. Não acredito na perfeição; acredito que aquilo que nos torna especiais é precisamente a nossa essência. Foi essa ideia que procurei transportar para esta primeira coleção, pensada para inspirar confiança, autoestima e atitude.
Este é apenas o primeiro passo. No futuro gostaria de lançar novas coleções, com peças como tops, calções e outros artigos desportivos que representem a identidade da marca. Foi um grande desafio, porque todo o processo, desde a criação dos conteúdos até à gravação dos vídeos de apresentação, foi desenvolvido por mim. Exigiu muito trabalho, mas também foi extremamente gratificante.
CL – Está também a desenvolver uma aplicação. Em que consiste esse projeto?
YC – A aplicação é outro dos grandes projetos em que tenho vindo a trabalhar. A ideia é permitir que qualquer pessoa possa treinar comigo, onde e quando quiser.
A aplicação reúne vários treinos em vídeo, com diferentes durações — desde sessões de três ou cinco minutos até treinos de 20 minutos — para que cada utilizador possa escolher aquilo que melhor se adapta ao seu tempo e às suas necessidades. Mais tarde, irei também acrescentar novas modalidades, como Pilates, e continuar a desenvolver conteúdos de acordo com o feedback que for recebendo.
Quis que esta plataforma refletisse a forma como sou nas aulas presenciais: dinâmica, próxima e espontânea. Em vez de criar apenas vídeos estáticos, procurei desenvolver uma experiência mais envolvente, com diferentes planos de imagem e uma maior interação. Sempre gostei de imaginar que estou a falar diretamente com as pessoas e procurei transportar essa energia para a aplicação.
CL – Como é que quem tiver interesse pode conhecer estes projetos e experimentar a aplicação?
YC – Neste momento, a forma mais simples é através do meu Instagram, onde estão disponíveis todos os links de acesso. A partir daí, os utilizadores podem entrar no site e descarregar a aplicação.
O processo de lançamento está a decorrer por fases. A aplicação já foi aprovada pela Huawei e aguardamos agora a validação da Apple e da Google Play. Entretanto, já é possível aceder através do site.Como se trata de uma novidade, estou também a oferecer 100 créditos aos novos utilizadores, o que permite experimentar gratuitamente dois treinos. O objetivo é que cada pessoa possa conhecer a plataforma, perceber se se identifica com este método de treino e, acima de tudo, sentir-se motivada a dar o primeiro passo para uma vida mais ativa.
NOTA: Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico























