Os pombos possuem o melhor sentido de orientação do reino animal, são extremamente resistentes e podem atingir em voo velocidades em torno dos 80 km/hora. Conseguem percorrer grandes distâncias sem se cansarem e são capazes de localizar os ninhos instalados a mais de mil quilómetros. Estas características levaram a que fossem usados como mensageiros eficazes no transporte de mensagens escritas colocadas dentro de pequenas cápsulas fixadas numa pata.
Amado por uns, detestado por outros, o pombo foi domesticado pelo Homem com vários objectivos, nomeadamente para alimentação. Esta ave columbiforme, que aprendeu com o tempo a viver igualmente em liberdade nas cidades modernas, tirando partido do alimento que ali encontra com relativa facilidade, mina a opinião de muitos, que os consideram potenciais ameaças ambientais, um perigo para a conservação dos monumentos e portadores de doenças.
Mas nem todos são ameaças latentes. Ao longo da História, uma variedade domesticada do pombo-comum assumiu papéis de importância, inclusive em períodos de guerra, em que prestou relevantes serviços aos beligerantes em confronto, por transportar mensagens entre cadeias de comando. Estas aves, denominadas pombos-correios, destacaram-se pela forma como conseguiram penetrar em zonas altamente perigosas para os soldados. E salvaram muitas vidas.
A imagem da pomba também está presente nos textos sagrados da Humanidade. Na Bíblia, é apresentada como um símbolo de paz, de pureza, que representa o Espírito Santo, surgindo em vários episódios desde ter sido enviada por Noé para confirmar a descida das águas do Dilúvio até à cerimónia do baptismo de Jesus Cristo por João Batista nas águas do Rio Jordão. Um pombo branco com um ramo de oliveira no bico é igualmente respeitado como um símbolo universal de Paz.
Um pouco por todo o Mundo, existem colectividades de entusiastas dedicados à Columbofilia, que lutam por manter viva uma linhagem superior de aves destinadas a propósitos mais vastos, capazes de granjear admiração graças ao seu desempenho desportivo. Os pombos-correios são treinados para serem soltos a centenas de quilómetros de casa, do aconchego dos seus pombais, onde conseguem voltar, participando em provas acompanhas com fervor.
Só em Portugal, estima-se que existam mais de 700 colectividades ligadas à Columbofilia, sob a alçada da Federação Portuguesa de Columbofilia (http://www.fpcolumbofilia.pt). Representam milhares de criadores dedicados a uma actividade apreciada por um universo resiliente de apaixonados. Fomos saber junto de José Santa Rita, presidente da Sociedade Columbófila de São Domingos de Rana (SCSDR), alguns dos segredos desta arte secular.

“JOVENS ESTÃO DE COSTAS VOLTADAS PARA AS ASSOCIAÇÕES”
Jornal ‘O Correio da Linha’ (CL) – Como é que surgiu a vossa colectividade?
José Santa Rita (JSR) – A Sociedade foi fundada numa garagem, em Novembro de 1975. Mais tarde, alugámos uma casa e a seguir, em 1996, metemo-nos a construir a sede que temos agora.
CL – O que é uma sociedade columbófila e quais são as suas actividades?
JSR – A actividade principal é promover a participação em concursos de pombos-correios. A vertente desportiva, a participação das aves em concursos, é o essencial da actividade das sociedades columbófilas. Estas colectividades estão reunidas em associações distritais que, por sua vez, fazem parte de uma federação nacional, que é a Federação Portuguesa de Columbofilia. No nosso caso, estamos inseridos na associação distrital de Lisboa.
Todos os distritos têm uma associação que integra as colectividades locais. É a partir destas que se enviam os pombos para concurso, por onde passa toda a orgânica de controlar o número dos pombos-correios e de encestar, meter as aves em caixas para disputarem as provas. Asseguramos as operações necessárias com vista à participação nas provas em que os nossos sócios marcam presença.
CL – Quais são as provas em que os pombos-correios participam?
JSR – A associação distrital elabora um calendário anual, que depois é posto à aprovação das colectividades. São provas de velocidade, provas de meio-fundo e provas de fundo e de grande-fundo. As provas de velocidade vão de 200km, em linha recta, até aos 300km. O meio-fundo vai dos 301km até aos 500km. As provas de fundo vão dos 501km até aos 800km, enquanto o grande-fundo vai dos 800km até aos 1.000km.
CL – As provas são sempre individuais?
JSR – Sim, é cada pombo por si. Cada columbófilo manda 25 pombos. Desses 25, dois classificam, são esses dois que fazem a pontuação para o columbófilo, para disputar o título de campeão em várias modalidades. Esses dois primeiros é que contam para a pontuação do columbófilo. No que diz respeito ao pombo propriamente dito, para determinar o campeão, o melhor pombo, essa ave compete sozinha. A pontuação que consegue somar durante a época é que determina a sua classificação final.

CL – Quantos sócios tem a SCSDR?
JSR – Temos 30 sócios no total, mas a concorrer somos só 14.
CL – Qual é a faixa de idades dos sócios?
JSR – Isso é que é mais complicado. Já estão numa faixa etária mais avançada. O mais novo sou eu e tenho quase 60 anos. A faixa de idades dos nossos sócios vai dos 60 até os 88 anos. É difícil encontrar jovens dispostos a entrar nesta actividade. Isto é muito caro e requer muito tempo, são 365/366 dias de dedicação, consoante o ano. Em geral, os jovens de hoje estão de costas voltadas para as associações. Também é difícil encontrar locais para construir pombais.
CL – Os sócios da SCSDR são todos aqui da região, em torno de São Domingos de Rana (Cascais)?
JSR – Sim, praticamente todos. Eu sou de Porto Salvo, em Oeiras, mas os restantes são praticamente todos aqui de São Domingos de Rana, desta envolvência. Também temos sócios no bairro da Tabaqueira (Albarraque, Sintra).
CL – Existe um espaço privilegiado onde estão instalados os pombais, ou estão distribuídos por vários locais?
JSR – Estão distribuídos por vários sítios. Cada sócio tem o seu próprio pombal. Nesta colectividade é assim. A nível nacional, há várias colectividades que já têm aldeias columbófilas. Nós ainda não tivemos dificuldade em arranjar sítio para cada um ter o seu próprio pombal em casa, poder estar sozinho.
CL – Nunca pensaram nessa possibilidade, de criar também uma aldeia columbófila?
JSR – Não, ainda não sentimos essa necessidade. O que acontece nas aldeias columbófilas é que elas resultam da dificuldade de arranjar sítio para colocar pombais. Só que a maneira de tratar dos pombos, de treinar, é muito complicada quando há pombais perto uns dos outros. Acaba por ser bastante difícil conjugar as horas do treino de cada um dos columbófilos quando se está integrado numa dessas aldeias.
CL – No conjunto dos 14 associados da SCSDR que participam em competições, estamos a falar de quantas aves registadas?
JSR – Uma média de 200 aves por columbófilo.
CL – Quantas aves pode ter um columbófilo?
JSR – Uns têm 200 pombos, outros 300, outros 400, ou só 100, depende. A média anda pelos 200.
CL – Um pombo campeão, medalhado, pode ser alugado para procriação? Ou vendido?
JSR – Pode ser vendido. Aqui, na Sociedade, não tenho conhecimento de uma ave ter sido alugada para esse efeito, mas também pode acontecer.

MELHOR POMBO NACIONAL DE MEIO-FUNDO
CL – Que prémios já conquistaram os sócios da SCSDR?
JSR – Nós, já este ano, tivemos as Olimpíadas no Estoril e um pombo desta colectividade ganhou na categoria de Melhor Pombo Nacional de Meio-Fundo, ou seja, nas provas dos 301km aos 500km. E também ficou em segundo lugar no Meio-Fundo a nível mundial.
A nível nacional, também já conquistámos o título de Melhor Pombo nas provas além dos 750km e mais alguns prémios, tanto a nível distrital, como a nível nacional.
CL – Quanto é que pode valer um pombo-correio destes?
JSR – É muito relativo…
CL – Em média?
JSR – Pode valer 20 mil, 30 mil euros, ou mais… depende. Mas isso acontece, com uma ave dessas, uma vez na vida, é muito raro. Digamos que uma ave normal, um pombo de corrida que participa em concursos, que é bom voador, com bom comportamento, pode ser vendido em média por uns 200/300 euros.
CL – Quais são as características principais de um pombo-correio campeão?
JSR – Em primeiro lugar, tem de ter uma boa genética. Em segundo lugar, e muito importante, é estar com saúde, ter todos os tratamentos em dia, as vacinas que são normais. Todos os anos, as aves são vacinadas duas/três vezes contra várias doenças. E depois também é preciso fazer uma manutenção de saúde: desparasitação, tratamento a uma doença de que os pombos são portadores, a tricomoníase (que afecta as mucosas do bico e da garganta, o esófago e o papo), que está sempre latente, e que nós temos de ir sempre acompanhando, observar as vias respiratórias, etc. Os pombos podem contrair muitas doenças e é preciso estar sempre muito atento a isso para poder agir a tempo.
CL – Quando é que começam a ser identificadas as características necessárias para uma ave poder entrar em competição?
JSR – Quando começam a ir às provas, o corpo também se modifica, fazem muito esforço, desenvolvem toda a parte muscular, a plumagem, a vista… A plumagem reflecte tudo o que existe num pombo. Se não estiver saudável, nota-se logo na plumagem.
CL – Que tipo de alimentação consomem as aves destinadas à competição? Antes das provas, há cuidados especiais com isso?
JSR – É tudo à base de grão, milhos, ervilha, trigos, cártamo, linhaça. Depois das provas, e durante dois dias, os pombos são sujeitos a uma alimentação depurativa à base de cevada, a que se segue, a partir do terceiro dia, as leguminosas, para começarem a ganhar gorduras. Têm também os suplementos vitamínicos, electrolíticos, para repor tudo o que desgastam durante a prova anterior. Há quem use também chá, para a depuração, para limpar os rins e o fígado, que é muito importante. Há também medicamentos para isso, para purificar.
CL – Em termos percentuais, quanto peso é que um pombo pode perder durante uma prova?
JSR – Se participar numa prova mais longa está sujeito a perder 50 por cento do seu peso habitual.
CL – Os pombos não param durante as provas, estão em voo contínuo?
JSR – Em 90 por cento das provas, não param. Enfim, numa prova de 1.000 quilómetros é mais difícil que uma ave não pare, mas em 900 quilómetros há muitas aves que não param. Para isso, têm de estar em condições muito boas, bem preparadas. A parte muscular tem de estar em óptima forma para terem a resistência necessária, para não enfraquecerem durante a prova.
CL – Perdem-se muitos pombos durante este tipo de competições mais exigentes, de fundo e grande-fundo?
JSR – Perdem-se alguns pombos. Depende do dia da prova, devido às condições climáticas. Nas provas mais curtas, na ordem dos 200 quilómetros, é raro perder aves, mas nas provas acima dos 800 quilómetros podemos registar perdas de aves na ordem dos 10 por cento, em média. São provas muito longas, há muita coisa que pode acontecer durante o percurso, como o surgimento de aves de rapina, situações imprevisíveis.

CINCO HORAS POR DIA DEDICADAS À COLUMBOFILIA
CL – Em média, quantas horas por semana dedica um amante da columbofilia aos seus pombos-correios?
JSR – Por dia, estamos a falar de cinco horas.
CL – E essas cinco horas são ocupadas a fazer o quê exactamente?
JSR – Essencialmente a treinar. A soltar os pombos duas vezes por dia para exercitarem o voo, a alimentar as aves, a limpar os pombais. Quando não há grades no chão, os pombais têm de ser limpos todos os dias, de manhã e à tarde, para evitar que as aves contraiam infecções. Isto ou se gosta, ou não se gosta. Se não se gosta não corre bem. Isto é mesmo uma prisão, uma ocupação muito exigente, até a nível familiar, não podemos estar tão presentes. Temos treinos, temos encestamentos, leituras de relógio, classificações… quase não temos tempo para outra actividade.
CL – Quanto tempo é que leva a treinar um pombo para competição?
JSR – Para poder participar na primeira prova, no mínimo, é um mês. Os pombos têm a fase da muda da pena e os primeiros treinos devem fazer-se a meio de Janeiro. Eles acabam a muda da pena em Outubro/Novembro, e depois temos um mês, um mês e pouco, para os preparar fisicamente.
CL – Com que idade é que as aves devem começar a treinar?
JSR – Convém começar logo com 4/5 meses de idade. Ao fim de pouco tempo, já conseguimos perceber se é um bom pombo para competição. Ao fim de um mês, um pombo que não está bem preparado tem um voo diferente, não se aguenta tanto tempo a voar, poisa de maneira distinta dos outros.
CL – Em média, quantos anos é que um pombo-correio de corrida tem de competição?
JSR – Em média, tem quatro anos. Há pombos que podem atingir os cinco anos, mas para renderem são quatro anos.
CL – A partir de quando é que se pode utilizar um pombo destes para reprodução?
JSR – Em qualquer altura. Desde borrachos, com cinco ou seis meses, já se pode fazer reprodução com um pombo desses. Há pombos que nem sequer vão concursar, são logo retirados para a reprodução devido às suas linhagens genéticas. Todos os pombos são diferentes, nós aprendemos a conhecê-los, a avaliá-los pelas suas características e formas de comportamento. Isso faz toda a diferença.

CL – Em média, quanto tempo vive um pombo-correio destes?
JSR – Presentemente, tenho uma fêmea que já tem 20 anos de idade. Não é muito normal, mas já tive vários pombos que atingiram esta longevidade. Esta fêmea já gerou muitos pombos vencedores.
CL – A SCSDR participa em provas nacionais e internacionais?
JSR – Participamos só em provas desportivas nacionais. Em estrangeiras, só em exposições. Neste último caso, as classificações obtidas pelas aves em território nacional são confrontadas com as classificações obtidas por aves de outros países, existe um coeficiente geral que é confrontado, obtendo-se assim uma classificação comparativa. Foi o que aconteceu no caso as Olimpíadas citado anteriormente.
CL – Em quantas provas participam por ano?
JSR – Participamos em 18 provas. Por exemplo, há uma prova nacional em que os pombos são todos soltos ao mesmo tempo, cerca de 50 mil aves.
CL – Existe uma prova do Pombo Ás? De que se trata?
JSR – O Pombo Ás é o Melhor Pombo. É uma ave que ganha pontos individualmente, em cada concurso em que participa. Neste caso, a pontuação é para o pombo, não é para o columbófilo. No final de cada época chama-se o Pombo Ás, porque somou mais pontos do que os restantes.
CL – Quem pode fazer parte da vossa Sociedade?
JSR – Qualquer columbófilo que queira fazer-se sócio e que resida aqui na região.
CL – O que é que precisa de fazer para se tornar sócio?
JSR – É vir cá, ter pombal, ou ter intenções de construir um pombal. Também temos uma quota de três euros mensais e uma jóia de 15 euros.
CL – Quantas aves é que o candidato a sócio precisa de ter?
JSR – Isso é um critério de cada um. Pode ter as que quiser, até podem ser só duas. Não existem limites.
CL – Existe alguma temporada para a realização das provas de Columbofilia?
JSR – Sim, decorrem de Janeiro a Junho, princípios de Julho. Depois os pombos entram em muda de pena. Quando começa o calor entram nesse ciclo.
CL – Realizaram, em Novembro passado, o vosso 50.º aniversário. Como correu? Que eventos foram realizados para assinalar a efeméride?
JSR – Fizemos uma festa que contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana e com mais algumas pessoas.

“POMBOS-CORREIOS NÃO RESULTAM EM QUALQUER AMEAÇA”
CL – Os pombos-comuns têm vindo a ser considerados uma praga em muitas cidades europeias, por constituírem um atentado ao estado de preservação dos monumentos. Existe uma imagem demasiado negativa em relação a estas aves?
JSR – Não tenho nada a dizer em defesa dos pombos-comuns. Dos pombos-correios, tenho. Estas aves estão tratadas convenientemente e não resultam em qualquer ameaça. Não são pombos que andam à solta, estão sempre nos pombais, só vêm à rua para voar, nem sequer poisam em lado nenhum, somente nos pombais a que pertencem.
CL – O que é que distingue um pombo-correio do pombo-comum?
JSR – Os pombos-correios são um bocadinho maiores, têm grande capacidade de orientação, são muito aguerridos à casa deles, por isso é que regressam sempre aos pombais onde pertencem, mesmo sendo libertados a centenas de quilómetros de distância. Têm um corpo mais robusto e aerodinâmico e estão muito identificados com o seu treinador.
CL – O que o levou a dedicar-se à Columbofilia? Começou com que idade?
JSR – Desde que me lembro, ainda em criança, sempre adorei um pombo-correio. Eu tive um tio, que eu não conheci, morreu antes de eu nascer, que era columbófilo. Eu acho que isto já vem nos genes. Depois, uma vez, em 1981, tinha eu 13 anos, encontrei um pombo-correio ferido com uma anilha vermelha, apanhei-o, tratei dele e a partir daí nunca mais larguei os pombos-correios.
CL – Esse pombo-correio inicial gerou descendentes?
JSR – Sim, gerou descendentes, mas não tinham qualidade para competir.
CL – Quantos pombos-correios é que tem actualmente?
JSR – Eu sou um caso assim mais excepcional, tenho 600 pombos.
CL – Isso é um bando difícil de gerir…
JSR – Não voam todos num só bando, voam em três bandos diferentes. E muitas dessas aves são reprodutoras, não voam. São soltas de forma faseada, corre tudo bem, está tudo bem ‘educado’. Respeitam o chamamento, o meu assobio.
CL – Por quanto aceitaria vender o seu pombo-correio mais valioso?
JSR – Eu não sou muito de vender esses pombos. No entanto, caso aceitasse fazê-lo, se tivesse uma proposta muito aliciante por um dos meus pombos mais medalhados, teria de ser por uns milhares de euros, talvez uns 20 mil.
CL – A SCSDR tem algum tipo de apoio? Por parte da Câmara Municipal, ou outro?
JSR – Contamos com as quotas dos sócios, que também fazem donativos à Sociedade, para ajudar a pagar as despesas que temos, para a colectividade poder funcionar. E contamos com o apoio da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana.
Quando construímos esta sede em 1996, foi a Câmara Municipal de Cascais que ajudou, mediante a cedência, com uma renda simbólica, de um lote de terreno pertencente à autarquia. Na altura, recebemos também uma ajuda financeira para a construção do edifício. O resto fez-se com a mão-de-obra dos sócios.
CL – Como é que vê o futuro da SCSDR e da Columbofilia em termos gerais?
JSR – Vejo o futuro muito negro. Não há jovens que queiram vir para esta actividade, portanto não há continuidade. Nós chegámos a ser 50 sócios a concorrer e agora somos apenas 14. Essa diminuição foi também muito grande em todas as colectividades do nosso distrito e do País. Em apenas duas décadas, isto baixou muito. Aqui, no distrito de Lisboa, éramos 54 colectividades, agora somos só 31. E não são só as colectividades, é também a quantidade de columbófilos que se perdeu em cada colectividade.
CL – Como é que sente essa perda de relevância nesta actividade?
JSR – Com alguma pena. Tivemos aqui alguns jovens, que concorreram durante dois ou três anos, mas depois acabaram por desistir. É daquelas coisas que nós não conseguimos contrariar.























