António Lopes da Costa: “Junta desenvolve várias iniciativas para seniores”

António Lopes da Costa assumiu recentemente a presidência da União de Freguesias de Algés, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada/Dafundo, um território que conhece bem e onde sempre viveu. Em entrevista ao Correio da Linha, o autarca fala do início do mandato, da forma como encara a proximidade com a população e dos desafios de gerir uma união de freguesias em profunda transformação, destacando a importância do trabalho em rede, da coesão social e da valorização do espaço público.

O Correio da Linha (CL) – Quais são as suas prioridades para a União de Freguesias?

António Lopes da Costa (ALC) – Não é fácil defini-las porque há realmente muito a fazer. Estou ciente dos desafios que se vivem nas três freguesias da União e a dinamização de Linda-a-Velha é uma prioridade clara. É fundamental que Linda-a-Velha tenha vida cultural — algo que, neste momento, não acontece — e vamos insistir junto da Câmara Municipal de Oeiras para a concretização de projetos estruturantes, como a Praça da Música e a requalificação do mercado. Estas intervenções permitirão criar uma nova centralidade, que, aliada à reabilitação da Avenida 25 de Abril, poderá trazer mais comércio, mais movimento e novas soluções para quem vive e trabalha naquela zona.

Em Algés e na Cruz Quebrada, a preocupação incide na dinamização do comércio local e na segurança, uma questão que temos acompanhado com particular atenção. A Cruz Quebrada, em particular, tem especificidades relacionadas com o edificado, mas isso não nos afasta do objetivo de levar mais vida à freguesia.

Também a requalificação do espaço público é absolutamente essencial. É importante criar melhores condições de circulação pedonal, tanto para pessoas com mobilidade reduzida, como para séniores e famílias com crianças. A requalificação de artérias estruturantes, como a Avenida Dom Pedro V e outras zonas centrais de Linda-a-Velha, próximas de escolas e comércio, é fundamental para melhorar a qualidade de vida de quem aqui vive.

De forma transversal às três freguesias, apostamos em ruas com vida, comércio ativo, espaços cuidados e valorização do património.

CL – De que forma é que a Junta garante um atendimento próximo e eficaz à população?

ALC – A proximidade faz-se, antes de mais, com disponibilidade. Tenho sempre um dia por semana dedicado ao atendimento aos fregueses – à quinta-feira – mas, sempre que a agenda o permite, estou disponível noutros horários. Recebemos muitas sugestões e pedidos e faço questão de responder pessoalmente a muitos deles. As pessoas deixam o contacto e, quando considero necessário, sou eu que lhes telefono ou faço a ponte com a Câmara Municipal.

Ainda recentemente tivemos o caso de uma senhora com um problema relacionado com uma criança com deficiência. Contactei de imediato a vereadora da Câmara Municipal de Oeiras e disse à munícipe que, se em 15 dias não tivesse uma resposta da minha parte, poderia voltar a contactar-me diretamente, dando-lhe inclusivamente o meu número pessoal.

Além disso, procuro estar frequentemente no terreno. Muitas vezes vou aos locais onde surgem queixas, seja por questões relacionadas com ervas nos passeios, lixo ou outras situações do dia a dia. Essa presença é fundamental. Temos também as reuniões públicas e as assembleias de freguesia, onde os cidadãos podem participar ativamente e dar voz às suas preocupações.

Existe uma característica muito própria da política autárquica em Oeiras, que vem também do exemplo do presidente Isaltino Morais: somos autarcas que gostam de estar na rua e junto das pessoas. Isso dá-nos uma perceção muito real do que se passa, ajuda-nos a diagnosticar melhor os problemas. Nem sempre é possível resolvê-los de imediato, mas essa política de proximidade, de ouvir e estar presente, é essencial.

Foto: Jorge Rodrigues

PROJETOS DE ACÇÃO SOCIAL EM DESTAQUE

CL – Relativamente ao apoio às pessoas mais vulneráveis, em especial do ponto de vista económico, que respostas estão a ser desenvolvidas?

ALC – Estamos ainda numa fase inicial, mas há respostas que já estavam no terreno e às quais estamos a dar continuidade. O apoio passa, sobretudo, pela entrega de cabazes alimentares às famílias em situação de maior vulnerabilidade. Estes cabazes resultam quer de medidas da CMO, nomeadamente através do Fundo de Emergência Social, quer do trabalho direto da União de Freguesias, com os seus próprios cabazes e com os produtos do Banco Alimentar.

Para além deste apoio essencial, temos procurado ir mais longe, envolvendo a comunidade e o tecido empresarial local. Há empresas que se têm associado a este esforço solidário. A título de exemplo, recentemente, entregámos computadores a famílias de deles necessitavam, fruto desta sinergia. É precisamente nesta articulação que quero apostar: temos empresas sediadas no território, disponíveis para ajudar, e uma rede social ativa. Cabe-nos, enquanto autarquia de proximidade, assumir que há pessoas que precisam desse apoio e mobilizar todos os agentes para trabalharem em conjunto. Acredito muito nesta sinergia entre a União de Freguesias, a CMO, as instituições e as empresas locais para cumprirmos melhor a nossa missão social.

CL – Que outras respostas de ação social considera fundamentais para apoiar as famílias?

ALC – Gostaria de salientar um projeto próprio da União de Freguesias: o CapacitArte. Este projeto acompanha um conjunto de crianças e jovens identificados pelos nossos técnicos de ação social. Estes alunos são acompanhados num centro localizado no edifício multiusos da Avenida dos Combatentes, onde recebem apoio ao estudo, realizam os trabalhos de casa, preparam testes e desenvolvem outras atividades fundamentais para o seu crescimento pessoal e académico.

O meu objetivo é pegar neste projeto e potenciá-lo ainda mais. Já tive a oportunidade de conhecer todas as crianças e jovens envolvidos, de conversar com eles e de perceber quais são os seus sonhos. Acredito que Oeiras é uma terra de oportunidades, onde é possível transformar esses sonhos em realidade, apoiada numa rede social forte e num tecido empresarial disponível para colaborar. Esta é, por isso, uma causa a que dou particular importância: dar asas a estes miúdos, criar condições para que possam singrar e demonstrar que, em Oeiras, as respostas sociais funcionam de forma integrada, em rede, e de uma forma que nos distingue de outros concelhos.

CL – Qual é o apoio que a União de Freguesias presta à população sénior?

ALC – A Junta desenvolve várias iniciativas para os nossos seniores, sendo a principal a Dinâmica Sénior, que já promove diversas atividades. Tive a oportunidade de acompanhar algumas delas e foi muito gratificante ver, nos meus primeiros três meses de mandato, os nossos séniores a cantar as Janeiras na Câmara de Oeiras, algo que nunca tinha acontecido.

O meu objetivo é alargar esta oferta, que atualmente está muito centrada em Linda-a-Velha, e trazê-la também para Algés. Para isso, podemos utilizar espaços como o Multiusos na Avenida dos Combatentes ou o Centro Cultural de Algés (CCA), na Avenida da República, onde estamos em conversas com várias entidades para criar novas atividades. O objetivo é que os séniores tenham oportunidades de socialização, aprendizagem e lazer.

Foto: Jorge Rodrigues

FOCO NA EDUCAÇÃO

CL – Ao nível da educação, que tipo de colaboração existe entre a União de Freguesias, as escolas e as associações educativas do território?

ALC – A intervenção da União de Freguesias nas escolas faz-se, sobretudo, ao nível da melhoria dos equipamentos, no âmbito da delegação de competências. Recentemente, concluímos os trabalhos de pintura na Escola Carmelinda Pereira, e procedemos à aquisição de bens que foram identificados pelas próprias escolas como sendo necessários.

Estamos disponíveis para alargar a nossa intervenção, designadamente ao nível das despesas de capital, como obras de manutenção, melhoria, requalificação e conservação dos edifícios escolares. Acredito que a Junta está preparada para assumir estas competências de forma mais alargada, incluindo o reforço da verba destinada a esse fim. Nesse sentido, realizámos já uma primeira reunião com o vereador da Educação e com os serviços da CMO e, visitámos todas as escolas para identificar, no terreno, os edifícios e equipamentos onde é possível intervir.

CL – Para além da intervenção física nas escolas, de que forma a União de Freguesias pretende complementar o trabalho educativo desenvolvido no território?

ALC – Para lá daquilo que é a resposta direta nas escolas, queremos assumir um papel complementar, sobretudo ao nível da literacia e da formação da comunidade educativa. Não acredito que isso aconteça de forma imediata, porque são projetos que exigem tempo e preparação, mas há preocupações muito concretas que já estão em cima da mesa.

Tenho falado com vários diretores de agrupamento sobre temas como a inteligência artificial, a utilização dos telemóveis, o impacto das redes sociais e o impacto dos chamados influencers. Queremos ajudar a levar informação aos pais e aos alunos, de forma pedagógica, para que saibam utilizar estas novas ferramentas de forma mais consciente e eficiente. É importante passar a mensagem de que o principal investimento que um jovem deve fazer é na sua educação, e que esse é também o maior investimento que os pais ou encarregados de educação podem fazer nos seus educandos.

Foto: Jorge Rodrigues

ESPAÇO PÚBLICO E MOBILIDADE

CL – Relativamente ao espaço público, quais são as vossas linhas de ação?

ALC – A nossa União de Freguesias vai atravessar um período de grandes intervenções no espaço público, algumas que vão começar de imediato, outras que se vão prolongar no tempo. Temos já previstas obras estruturantes que vão abranger as três freguesias, desde a requalificação da foz da Ribeira de Algés, passando pela Avenida dos Bombeiros, até à Avenida 25 de Abril, onde a melhoria das passagens pedonais é uma prioridade. A extensão da linha do elétrico até ao Jamor, é também um dos grandes desafios.

Pessoalmente, há um tema que considero particularmente importante: a requalificação dos passeios. Temos uma população bastante envelhecida, e é fundamental garantir que as vias pedonais sejam seguras e acessíveis para todos. Em locais como a avenida Carolina Michaelis, em Linda-a-Velha, e na Avenida dos Bombeiros, em Algés, tem-se sentido alguma crítica devido à diversidade de pisos existentes, que tornam a circulação difícil. Finalmente, acreditamos que estamos a acertar na forma de intervir, e o nosso objetivo é criar passeios mais uniformes e acessíveis, beneficiando não só os séniores e pessoas com mobilidade reduzida, mas também as crianças, sobretudo nas zonas comerciais e próximas das escolas.

Além das obras maiores, mantemos o foco na manutenção diária, na limpeza urbana e nos espaços verdes, bem como em pequenas obras que possam surgir e que melhorem a vida de quem aqui vive.

CL – No que concerne à requalificação de zonas centrais, comércio e habitação, que projetos estruturantes estão a ser preparados para os próximos anos?

ALC – Temos projetos muito importantes em Linda-a-Velha, como a Praça da Música, a requalificação do Mercado e a intervenção no pátio das Amendoeiras e no Palácio dos Aciprestes, que, em conjunto com a requalificação da Avenida 25 de Abril, vão criar uma nova centralidade, potenciar o comércio local e valorizar as habitações. Estes investimentos vão proporcionar novas ofertas e melhorar a qualidade de vida de todos.

O mesmo se aplica à Cruz Quebrada e a outras áreas da União de Freguesias, onde há um crescimento de famílias jovens que se fixam no território, estimulando a criação de novos espaços comerciais e de restauração. É um período de desenvolvimento que vai conjugar habitação, mobilidade, comércio e serviços essenciais, como escolas, farmácias e equipamentos de saúde, permitindo que a União de Freguesias evolua de forma integrada e estruturada nos próximos anos.

CL – O estacionamento é uma preocupação frequente, sobretudo na zona de Algés. Têm algumas soluções em vista?

ALC – Para já estão previstos espaços adicionais de estacionamento na Escola Sofia de Carvalho, outro no Largo Maria Leonor (com mais de 120 lugares) e um novo parque de cerca de 600 lugares debaixo da UDRA. Acredito que estas medidas vão criar alternativas eficazes para responder às necessidades da população.

Algo que também considero fundamental é que existam lugares de estacionamento específicos para famílias numerosas, como acontece noutros concelhos. Isto é algo que já abordei com a antiga e com a atual administração da Parque Tejo.

CL – Que outras medidas a União de Freguesias tem promovido para melhorar a mobilidade e a qualidade de vida no território?

ALC – Gosto muito de viver em Algés porque permite, a quem aqui vive, fazer grande parte da sua vida a pé. Por isso, estamos a apostar em melhorar os passeios, tornando-os mais acessíveis e seguros, para que as pessoas se desloquem a pé, visitem o comércio local e frequentem as coletividades.

Outra prioridade é a mobilidade através do transporte público. A implementação do BRT (Bus Rapid Transit) é fundamental, pois vai oferecer uma alternativa eficaz a quem trabalha em Lisboa, colmatando a falta de metro e facilitando os acessos.

Assim, procuramos conciliar soluções de estacionamento, mobilidade pedonal e transporte público, criando condições para que a vida na União de Freguesias seja mais prática, segura e confortável para todos.

Foto: Jorge Rodrigues

APOIO E VALORIZAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES

CL – Que papel tem a União de Freguesias no apoio às associações desportivas?

ALC – O nosso território tem muitas coletividades e associações, desde clubes desportivos a galerias e outras estruturas culturais e sociais, e o nosso papel é essencialmente apoiar e valorizar o trabalho que é feito por estes agentes. Reconhecendo as limitações financeiras da Junta, o primeiro passo que temos dado é estar presentes e conhecer de perto as suas atividades.

Por exemplo, no desporto, já apoiámos coletividades como a SIMECQ, que também já formalizou o pedido para uma câmara para as filmagens dos seus jogos. Mas queremos também apoiar os outros clubes, nomeadamente em pequenas necessidades, uma vez que a maior parte do apoio financeiro advém da CMO. Além disso, fazemos questão de divulgar o trabalho que estas associações realizam, dando-lhes visibilidade junto da comunidade e fomentando a participação da população.

CL – E no que diz respeito às associações culturais?

ALC – Reconheço que, nesta área, ainda estamos um pouco atrasados no contacto com os agentes culturais. O nosso objetivo é criar uma espécie de comissão da cultura, semelhante à Comissão Social de Freguesias, para integrar uma agenda cultural da União de Freguesias e trabalhar de forma coordenada e em rede. Além disso, queremos facilitar que os agentes culturais se deem a conhecer à comunidade. Há pessoas que vivem aqui há décadas e que desconhecem coletividades como a Liga de Algés ou a Academia Recreativa de Linda-a-Velha. Pretendemos assim incentivar que eventos e concertos, como os finais de ano da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, sejam realizados em espaços públicos, tornando a cultura mais visível e acessível a todos os fregueses, valorizando o trabalho dos artistas e beneficiando todos os que aqui vivem.

Também é nosso objetivo desenvolver um roteiro cultural, de forma a permitir às pessoas conhecerem os espaços, palácios e jardins, assim como a história de locais emblemáticos, como o Cruzeiro de Algés, o Palácio de Ribamar ou o Palácio dos Aciprestes. Acreditamos que conhecer a terra onde se vive é fundamental para reforçar a identidade local e o sentido de comunidade.

Foto: Jorge Rodrigues

GESTÃO, PARTICIPAÇÃO E RESULTADOS

CL – Como é que se processa a articulação entre a União de Freguesias e a Câmara Municipal de Oeiras?

ALC – Uma das grandes vantagens de ser autarca em Oeiras é a proximidade com a Câmara e com os outros órgãos do município. Comparando com outros municípios, como Lisboa, por exemplo, aqui há muito menos burocracia e distância entre as instituições. É, de facto, um privilégio trabalhar num concelho onde tudo funciona em rede e onde autarcas e técnicos se veem como parte da mesma equipa, permitindo respostas rápidas e eficazes à população.

CL – Que trabalho interno tem sido desenvolvido pela União de Freguesias nestes primeiros meses?

ALC – Durante este período, tivemos de trabalhar na área orçamental e dotar a Junta das condições humanas e materiais necessárias para podermos atuar de forma mais eficaz daqui para a frente. Realizámos uma pequena reestruturação interna, passando a internalizar funções que antes eram executadas externamente, como a contabilidade e a contratação pública. Esta medida permite-nos soluções mais rápidas, pois reduzimos a dependência de terceiros e agilizamos procedimentos que, de outra forma, demorariam mais tempo.

Tenho ficado bastante surpreendido com a qualidade dos profissionais da Junta: contamos com recursos humanos motivados, competentes e cheios de energia para enfrentar os desafios deste mandato e para transformar as prioridades da União de Freguesias em resultados concretos para a população.

CL – Como avalia a participação cidadã nas reuniões públicas e Assembleias de Freguesia e que desafios identifica nesse processo?

ALC – Em muitas situações, as reuniões públicas e as Assembleias de Freguesia são uma excelente oportunidade para ouvir diretamente os cidadãos. No entanto, temos percebido que, por vezes, há um aproveitamento por parte de forças políticas minoritárias, que trazem para o público pessoas ligadas aos seus movimentos, desviando o foco da participação genuína da população.

O nosso objetivo é ouvir efetivamente os moradores, porque as posições dos movimentos políticos nós já as conhecemos. Por exemplo, quando discutimos as grandes opções do plano e o orçamento deste ano, procurámos escutar todas as forças políticas, incorporando ideias compatíveis com as nossas, respeitando os resultados eleitorais. A maioria da população confiou-nos este mandato, e é essencial que essa decisão seja respeitada.

Por isso, apelo à população para que participe ativamente nos atendimentos ou nas Assembleias de Freguesia, colocando as suas questões diretamente. Só assim garantimos que estas sessões cumprem o seu verdadeiro propósito, evitando que minorias políticas subvertam a voz do público e desviem o debate do interesse da comunidade.

CL – Que mensagem gostaria de deixar à população da União de Freguesias?

ALC – A população pode olhar para a União de Freguesias como uma verdadeira extensão de si própria. Cada problema ou sugestão que chega até nós não cai em saco roto; torna-se também nossa preocupação. Quando um problema é da competência da Junta, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para resolvê-lo com rapidez e eficiência. Quando não é, orientamos imediatamente para os serviços adequados para garantir respostas céleres e eficazes.

Podem esperar de nós não apenas disponibilidade e atenção, mas também frontalidade. Nem sempre concordamos com todas as críticas ou propostas, e assumimos com firmeza as nossas posições quando necessário. O nosso compromisso é trabalhar com proximidade, transparência e foco nos resultados, ouvindo a população e transformando os problemas e sugestões que nos chegam em soluções concretas que beneficiem todos.

NOTA: Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Autor: Raquel Luís

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