O Passeio Marítimo de Algés voltou a ser palco de uma das maiores celebrações culturais do país., depois de três dias de música, multidões e emoção ao rubro. O NOS Alive encerrou a sua 17.ª edição com dois dias esgotados (10 e 12 de julho), uma aposta firme na música portuguesa e já com os olhos postos em 2026, ano em que o festival celebra simbolicamente a sua maioridade.
Álvaro Covões, diretor da Everything Is New, fez o balanço da edição: “Até agora a organização entende que tudo tem decorrido dentro da normalidade (…). Gostaria de destacar a participação portuguesa, que também teve momentos muito altos. Tivemos dois dias esgotados e vamos atingir a maioridade em 2026, nos dias 9, 10 e 11 de julho.”
E foi precisamente a edição do próximo ano que marcou o clímax da conferência de imprensa final. O festival anunciou a primeira confirmação para 2026: o regresso, em concerto exclusivo, dos Buraka Som Sistema, que sobem novamente ao palco para celebrar os seus 20 anos de carreira.

“Já tocámos em todos os palcos do NOS Alive, desde a primeira edição em 2007. Não havia forma melhor de celebrar os 20 anos da banda. Vai ser uma festa como sempre, e estejam preparados porque vamos dar tudo”, garantiram os membros do grupo.
O concerto — que ainda não tem data específica dentro do cartaz — será um momento de celebração, com um repertório que atravessará todos os discos e fará reviver a energia intensa da de 2006 a 2014. “Acima de tudo, queremos celebrar esse momento e esse legado, mais do que reinventar o projeto”, acrescentaram.
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, mostrou-se satisfeito por ter apostado neste projeto desde o primeiro dia: “Foi necessário desbravar terreno para criarmos condições de conforto e segurança. O festival é uma autêntica cidade durante estes dias. O dispositivo de segurança funciona, nunca tivemos acidentes, e há uma equipa extraordinária por trás disto tudo.”. A autarquia prepara já infraestruturas que vão melhorar ainda mais a experiência dos festivaleiros, nomeadamente uma nova travessia aérea, com conclusão prevista para dezembro, que facilitará a mobilidade no recinto.

Também António Fuzeta da Ponte, representante da NOS, destacou o impacto tecnológico do evento, apontando um crescimento significativo na utilização de dados móveis: “No primeiro dia foram consumidos 8 terabytes de dados, o equivalente a um dia inteiro de telecomunicações numa cidade como Aveiro.”. Além disso, salientou a aposta na inclusão: “Pessoas cegas puderam acompanhar o festival com recurso a uma app de audiodescrição e transmitimos o concerto dos Muse com audiotransmissão. Queremos que as telecomunicações sirvam todos.”
Álvaro Covões reforçou ainda que o sucesso do NOS Alive se deve também aos milhares de pessoas “invisíveis” que o tornam possível: “Temos entre 5 a 6 mil pessoas por dia nos bastidores, desde bombeiros, PSP, técnicos, equipas médicas, staff de restauração e limpeza. São estas pessoas que fazem isto acontecer.” Com mais de 112 artistas no cartaz deste ano — 71 dos quais portugueses — o NOS Alive mantém-se firme como um dos maiores embaixadores da música nacional.























