Já com os quatro mandatos referentes à emigração atribuídos, a renovada AD, formada pelo Partido Social-Democrata (PSD) e pelo CDS-PP, sem a presença do Partido Popular Monárquico (PPM), venceu as Eleições Legislativas realizadas dia 18 de Maio, para eleger os 230 deputados que representam o povo português na Assembleia da República, com uma percentagem de 31,21 por cento dos votos, correspondentes a 88 assentos parlamentares.
Se somarmos a estes 88 deputados, assegurados pela AD nas votações realizadas no Continente e na Madeira, outros três eleitos na região autónoma dos Açores, neste caso pela coligação formada por PSD.CDS-PP e Partido Popular Monárquico, o número de representantes da AD no Parlamento Nacional sobe para 91, aumentando para 31 deputados a vantagem que esta força política tem em relação ao Chega, que lidera agora a oposição, com o Partido Socialista a cair para a terceira posição.
O Partido Socialista sofreu uma queda significativa no número de votos conseguidos e no número de deputados eleitos, alcançando uma votação de 22,83 por cento, que permitiu eleger 58 deputados, sem ter conseguido qualquer lugar no círculo da Emigração. Por sua vez o Chega, que voltou a saltar nos resultados obtidos, ultrapassou os socialistas, com 60 deputados eleitos. O partido liderado por André Ventura registou 22,76 por cento das preferências dos eleitores e tornou-se na segunda força política mais votada, tendo obtido dois lugares na emigração, tantos quantos os conseguidos pela AD.
Seguem-se na lista a Iniciativa Liberal, na quarta posição, com 5,36 por cento e 9 deputados eleitos; o Livre, no quinto lugar, com 4,07 por cento e 6 deputados, e o PCP-PEV, em sexto, com 2,91 por cento e três deputados. O Bloco de Esquerda (1,99 por cento) e o PAN (1,38 por cento) conseguiram eleger um deputado cada. A coligação PPD/PSD-CDS-PP-PPM, que concorreu nos Açores (0,58 por cento), conseguiu eleger três deputados e o Juntos Pelo Povo, da Madeira (0,33 por cento), está representado por um deputado na Assembleia da República.

PEDRO NUNO SANTOS APRESENTA DEMISSÃO
Os resultados alcançados pelo Partido Socialista nestas legislativas ficaram bastante aquém dos registados nas eleições de 2024. No ano passado, o partido conseguiu eleger 77 deputados, com 28,66 por cento dos votos: 1.759.998. Mais 317.804 comparativamente com o acto eleitoral realizado dia 18 de Maio. Em número de deputados eleitos, e já com os votos da emigração apurados, o PS viu a sua representação parlamentar reduzida em 19 lugares.
Na sequência destes resultados, Pedro Nuno Santos apresentou a demissão da liderança do Partido Socialista. O candidato derrotado ao cargo de primeiro-ministro informou que vai pedir eleições internas, às quais não será candidato, justificando que “não quer ser um estorvo ao PS”. De salientar que, apurados os votos da emigração, o Chega poderá passar a ser a segunda força política mais votada, delegando o PS para o terceiro lugar e retirando-lhe a liderança da oposição ao governo.
“Assumo as minhas responsabilidades como líder do partido, como sempre fiz no passado, sempre que achei que deveria assumir responsabilidades. Vou por isso pedir eleições internas à Comissão Nacional. Está acertado com o Presidente do partido convocarmos a Comissão Nacional para o próximo sábado (dia 24 Maio), na qual pedirei eleições internas, às quais não serei candidato”, fez saber Pedro Nuno Santos durante a sua declaração em reacção aos resultados eleitorais.

RESULTADOS NACIONAIS
AD (PSD/CDS-PP): 31,21 por cento – 1.971.558 votos – 88 deputados
PS: 22,83 por cento – 1.442.194 votos – 58 deputados
Chega: 22,76 por cento – 1.437.881 votos – 60 deputados
Iniciativa Liberal: 5,36 por cento – 338.664 votos – 9 deputados
Livre: 4,07 por cento – 257.273 votos – 6 deputados
PCP/PEV: 2,91 por cento – 183.741 votos – 3 deputados
Bloco de Esquerda: 1,99 por cento – 125.710 votos – 1 deputado
PAN: 1,38 por cento – 86.946 votos – 1 deputado
ADN: 1,29 por cento – 81.594 votos
PPD/PSD.CDS-PP.PPM: 0,58 por cento – 36.879 votos – 3 deputados
Juntos Pelo Povo: 0,33 por cento – 20.911 votos – 1 deputado
RIR: 0,22 por cento – 13.852 votos
Volt: 0,19 por cento – 12.256 votos
PCTP/MRPP: 0,19 por cento –11.942 votos
Nova Direita: 0,16 por cento – 10.205 votos
Ergue-te: 0,15 por cento – 9.190 votos
Partido Liberal Social: 0,12 por cento – 7.322 votos
PPM: 0,09 por cento – 5.650 votos
Nós Cidadãos: 0,05 por cento – 3.312 votos
MPT: 0,01 por cento – 471 votos
PTP: 0,01 por cento – 421 votos
ABSTENÇÃO – 41,77 por cento

AD VENCE NOS CONCELHOS DE CASCAIS E OEIRAS
Na região abrangida pela cobertura noticiosa do jornal ‘O Correio da Linha’, a AD venceu as eleições legislativas nos concelhos de Cascais e Oeiras, em ambos os casos à frente do PS. No concelho da Amadora foram os socialistas que mais votos conseguiram, com a AD no segundo lugar. E no que diz respeito ao concelho de Sintra, o Chega levou a melhor sobre a AD. Confirme aqui os resultados registados nos quatro concelhos:
AMADORA
PS: 28,83 por cento – 25.599 votos
AD (PSD/CDS-PP): 23,99 por cento – 21.295 votos
Chega: 21,20 por cento – 18.819 votos
Livre: 6,34 por cento – 5.632 votos
Iniciativa Liberal: 6,05 por cento – 5.375 votos
PCP/PEV: 4,06 por cento – 3.603 votos
Bloco de Esquerda: 2,73 por cento – 2.424 votos
PAN: 1,90 por cento – 1.685 votos
ADN: 1,18 por cento – 1.052 votos
PCTP/MRPP: 0,33 por cento – 292 votos
Volt: 0,25 por cento – 218 votos
Nova Direita: 0,19 por cento – 167 votos
Ergue-te: 0,17 por cento – 149 votos
Partido Liberal Social: 0,14 por cento – 126 votos
RIR: 0,13 por cento – 119 votos
PPM : 0,10 por cento – 87 votos
Juntos Pelo Povo: 0,09 por cento – 78 votos
Nós Cidadãos: 0,08 por cento – 71 votos
ABSTENÇÃO – 37,48 por cento
CASCAIS
AD (PSD/CDS-PP): 34,57 por cento – 40.258 votos
PS: 19,96 por cento – 23.266 votos
Chega: 19,23 por cento – 22.416 votos
Iniciativa Liberal: 9,09 por cento – 10.591 votos
Livre: 6,23 por cento – 7.265 votos
PCP/PEV: 2,39 por cento – 2.783 votos
PAN: 1,97 por cento – 2.292 votos
Bloco de Esquerda: 1,96 por cento – 2.280 votos
ADN: 1,32 por cento – 1.541 votos
PCTP/MRPP: 0,25 por cento – 292 votos
Volt: 0,22 por cento – 255 votos
Partido Liberal Social: 0,16 por cento – 192 votos
Ergue-te: 0,16 por cento – 190 votos
RIR: 0,15 por cento – 172 votos
Nova Direita: 0,13 por cento – 146 votos
PPM: 0,09 por cento – 105 votos
Nós Cidadãos: 0,05 por cento – 59 votos
Juntos Pelo Povo: 0,05 por cento – 58 votos
ABSTENÇÃO – 34,35 por cento
OEIRAS
AD (PSD/CDS-PP): 33,40 por cento – 34.452 votos
PS: 23,38 por cento – 24.118 votos
Chega: 13,51 por cento – 13.935 votos
Iniciativa Liberal: 9,68 por cento – 9.983 votos
Livre: 8,34 por cento – 8.599 votos
PCP/PEV: 3,05 por cento – 3.145 votos
Bloco de Esquerda: 2,22 por cento – 2.291 votos
PAN: 1,98 por cento – 2.045 votos
ADN: 1,10 por cento – 1.133 votos
Volt: 0,27 por cento – 282 votos
PCTP/MRPP: 0,21 por cento – 212 votos
Partido Liberal Social: 0,15 por cento – 152 votos
Nova Direita: 0,14 por cento – 142 votos
Ergue-te: 0,13 por cento – 139 votos
RIR: 0,12 por cento – 122 votos
PPM: 0,07 por cento – 69 votos
Nós Cidadãos: 0,05 por cento – 54 votos
Juntos Pelo Povo: 0,05 por cento – 52 votos
ABSTENÇÃO – 29,04 por cento
SINTRA
Chega: 26,07 por cento – 52.868 votos
AD (PSD/CDS-PP): 24,78 por cento – 50.253 votos
PS: 23,81 por cento – 48.297 votos
Iniciativa Liberal: 6,48 por cento – 13.145 votos
Livre: 5,99 por cento – 12.144 votos
PCP/PEV: 3,14 por cento – 6.376 votos
Bloco de Esquerda: 2,49 por cento – 5.044 votos
PAN: 2,10 por cento – 4.267 votos
ADN: 1,31 por cento – 2.666 votos
PCTP/MRPP: 0,27 por cento – 557votos
Nova Direita: 0,24 por cento – 484 votos
Volt: 0,23 por cento – 457 votos
RIR: 0,21 por cento – 417 votos
Ergue-te: 0,19 por cento – 383 votos
Partido Liberal Social: 0,16 por cento – 333 votos
Juntos Pelo Povo: 0,08 por cento – 153 votos
Nós Cidadãos: 0,07 por cento – 150 votos
PPM: 0,07 por cento – 148 votos
ABSTENÇÃO – 37,40 por cento






















